«Basta corrigir os erros»
Como viu as campanhas da Argentina no Mundial e na Copa América?
LL – Queremos sempre jogar a final e ganhar. O selecionador está a apostar nos jovens para o futuro da seleção, como fazia Batista. Espero que a seleção siga pelo melhor caminho.
Voltar à seleção argentina continua a ser um objetivo?
LL – Estou a trabalhar ao máximo para poder regressar. No ano passado sabia que tinha de ser titular indiscutível para conseguir um lugar. Trabalhei muito para isso e agora estou a jogar para que possa voltar.
Jogar na Europa torna esse regresso mais fácil?
LL – Sim, no meu caso sim. No Arsenal de Sarandí fiz muitos jogos, golos e ganhei títulos. Os jornalistas queriam-me na seleção, mas Sabella optava sempre pelos jogadores que atuavam na Europa. No primeiro ano na Europa já fui convocado, mas na última época não, uma vez que não joguei tanto. Acontece o mesmo com Barovero, guarda-redes do River Plate, que tem jogado muito bem. Aí se vê que os técnicos optam sempre pelos jogadores que estão na Europa. É sempre mais fácil.
Realizar uma boa exibição na estreia é importante para que a adaptação a um novo clube corra bem? Por exemplo, o Pezzella, seu compatriota, saiu este verão do River Plate e no primeiro jogo pelo Betis perdeu 5-0 com o Real Madrid...
LL – Isso é diferente… Basta olhar para o estádio onde jogou. Pelo Getafe também defrontei o Real no Bernabéu e até começámos a ganhar logo aos 4 minutos. Depois marcaram-nos quatro ou cinco golos. Não é fácil, mas serve de experiência e serve para percebermos a classe dos jogadores que defrontamos. Depois basta corrigirmos os erros para não voltarmos a cometê-los. Também é muito importante ter a confiança do treinador.
Está nos seus planos um regresso ao Arsenal de Sarandí?
LL – Vim para a Europa com 23 anos e estabeleci que queria cá ficar 10 anos. Voltar aos 33, portanto. Mas agora penso que gostaria de jogar cá até quando for possível. Mas seguramente vou terminar a carreira no Arsenal de Sarandí, onde comecei a jogar. Sou um rapaz agradecido.
É fácil superar as saudades da família?
LL – Sou muito agarrado a eles e aos meus amigos. Durante o ano, os meus pais e o meu irmão costumam vir a Lisboa. No ano passado deram-me cinco dias de férias no Natal. É um dia de viagem para ir e outro para voltar, por isso restam três… Mas isso não interessa, pois só interessa estar com os amigos e com a família. Tento ir duas vezes por ano à Argentina.