O Benfica lançou um ataque cerrado no Brasil para garantir a contratação de Gustavo Scarpa, médio ofensivo de 24 anos que está no centro de um imbróglio jurídico entre o Fluminense e o Palmeiras e que não pode competir desde março por não ter visto ainda o caso solucionado pela justiça brasileira.
Sintetizando o diferendo que está na justiça, Gustavo Scarpa conseguiu rescindir o contrato que tinha com o Fluminense nos primeiros dias de janeiro, por verbas em atraso, e comprometeu-se com o Palmeiras por cinco temporadas, a troco de luvas de €6 milhões. Mas o Fluminense recorreu dos motivos apresentados por Scarpa para rescindir e entretanto já foi alvo de duas decisões favoráveis do tribunal, que impediram Scarpa de continuar a jogar pelo Palmeiras, uma vez que foi considerado que aquando da transferência do médio para o verdão o vínculo com o Fluminense ainda não tinha sido anulado. O advogado do jogador prometeu novo recurso à última decisão conhecida, mas é provável que seja alvo de nova decisão desfavorável, o que, a confirmar-se, prenderá Scarpa contratualmente ao Flu. Mas as duas partes, depois de tudo o que sucedeu, não pretendem continuar vinculadas.
O Palmeiras está à parte da disputa, aguardando a decisão final na justiça, e o Fluminense não quer ficar com o jogador mas também não abdica de fazer valer os seus direitos. E é neste cenário provável de o Fluminense vencer o caso que o Benfica trabalha, afigurando-se o clube da Luz como solução a contento de todas as partes, pois garante ao Fluminense um encaixe financeiro e, ao jogador, um contrato que, pelos números que revelaram ao nosso jornal, parece difícil de recusar.
O Benfica sabe, A BOLA, já fez saber ao Fluminense, que detém 60 por cento do passe do jogador, que está disponível para avançar com verba de €6 milhões por essa percentagem dos direitos económicos do médio. E já transmitiu a Scarpa que está disponível para lhe oferecer um vencimento elevado, na ordem dos €2,2 milhões limpos por cada temporada de contrato que o ligar à Luz - são cinco as temporadas em cima da mesa - reservando ainda qualquer coisa como €3 milhões para pagamento de luvas ao jogador e ao representante, que nesta altura será o pai de Scarpa, uma vez que o jogador terá rompido com os agentes com quem trabalhava, culpando-os por ter avançado para a rescisão com o Flu sem fundamentos sólidos.
A operação, a ser materializada, obrigará o Benfica a desembolsar €9 milhões, mais ordenados.
