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«Lema e Conti são grandes centrais»



RECORD - Trocou o Benfica pelo Inter Milão em janeiro, mas fez apenas um jogo (45 minutos). O que é que correu mal em Itália?
LISANDRO LÓPEZ – Apesar de tudo, foi uma excelente experiência e permitiu-me aprender muito, principalmente a nível tático. Todos sabemos que o futebol italiano é muito tático e consegui aprender muitas coisas nesse sentido. A verdade é que treinei sempre muito bem e estive sempre à altura do que me pediram, mas é muito difícil chegar a uma equipa em janeiro. Eles já tinham seis ou sete meses de trabalho e estavam a fazer um bom campeonato. Os dois defesas-centrais que estavam a jogar, o Miranda e o Skriniar, estiveram sempre muito bem. O Miranda tinha mesmo de jogar para poder ir ao Mundial e o Skriniar é um excelente jogador. Fiz tudo para ser opção, mas entendo os motivos de Luciano Spalletti. Estávamos a tentar qualificarmo-nos para a Liga dos Campeões e o treinador não podia estar a fazer muitas alterações. Tentou jogar sempre com os mesmos e isso acabou por me prejudicar. Mas aprendi muito e foi uma experiência muito boa.

R - Como está a sua situação com o Benfica? Tem-se falado muito, por exemplo, do interesse do Génova e de outros clubes de Itália.
LL – Há uma coisa que tenho muito clara na minha cabeça: só quero jogar futebol. Vou fazer os possíveis para que isso aconteça. Agora tenho de voltar ao Benfica porque tenho contrato por mais três temporadas, mas depois veremos o que acontece. Se houver uma oferta que seja boa para mim e que o Benfica aceite, vou aceitá-la mas, se nenhuma proposta me seduzir, vou ficar no Benfica e vou lutar pelo meu espaço.

R - O Benfica já contratou, para a próxima época, dois defesas-centrais argentinos: Germán Conti e Cristian Lema. Conhece-os?
LL – Conheço o Lema melhor do que o Conti, mas sei que são grandes defesas-centrais. São excelentes jogadores. Dou-lhes os meus parabéns mas também felicito o Benfica por ter ido buscá-los à Argentina. A equipa fica bem servida.

R - E, por falar em argentinos, já foi confirmada também a contratação de Facundo Ferreyra. Que opinião tem sobre ele?
LL – Conheço-o muito bem porque defrontei-o várias vezes quando jogávamos os dois na Argentina, há muitos anos. É um excelente jogador, muito completo naquela posição. Acredito que vai ajudar muito o Benfica na próxima temporada.

R - Pode dizer-se que as lesões acabaram por prejudicá-lo enquanto esteve no Benfica? Sempre que agarrou o lugar acabou por sofrer uma lesão...
LL – Houve dois anos em que tive a oportunidade de jogar mais com Rui Vitória. No primeiro ano no Benfica, com Jorge Jesus, já depois de ter sido emprestado ao Getafe, não fiz muitos jogos. Mas era uma situação normal, tinha ainda muito que aprender. Há dois anos o Luisão lesionou-se e fui chamado para o lugar dele. Estive muito bem e fiz um grande campeonato até me lesionar. Depois não consegui recuperar o lugar. No ano seguinte passou-se exatamente o mesmo. Sempre que joguei pelo Benfica deixei tudo em campo e fiz sempre bem o que me pediram. Mas depois das lesões nunca me deram o lugar de volta. Acabaram outros jogadores por se destacar. Lindelöf e Rúben Dias, por exemplo, são excelentes jogadores e foram excelentes companheiros de equipa, assim como o Jardel. Mas o que se passou comigo foi mesmo isso. Deixei sempre tudo em campo pela camisola do Benfica, mas as lesões impediram-me de jogar mais.

R - Tem uma boa relação com Rui Vitória?
LL – Gostei muito de trabalhar com ele. É um excelente treinador e uma excelente pessoa. Demo-nos sempre muito bem e aprendi muitas coisas com ele.

R - A última época ficou marcada por muitos casos extra futebol a envolver o Benfica. Como é que a equipa reagiu a todas aquelas situações?
LL – Sim, é verdade que houve muitas polémicas, mas começaram a ser mais fortes quando fui para Itália e, por isso, não acompanhei de perto. Li as notícias nos jornais e via pela televisão, mas sei pouco sobre isso porque já não estava no Benfica.