R – E em termos de saídas? O plantel está fechado? Falou-se muito da saída do Gaitán e do Jonas, mas eles continuam cá. É definitivo?
LFV – Enquanto a janela de transferências estiver aberta, nunca nada é definitivo. Também é verdade que durante esta janela de transferências há sempre muita especulação, em alguns casos há fundamento, em outros não há.
R – O Benfica opôs-se ao sorteio dos árbitros. Porquê?
LFV – Por coerência. Não podemos atribuir a culpa pela falta de resultados aos árbitros. Erraram, vão continuar a errar porque é humano, mas a verdade é que erram hoje muito menos do que erravam há dez anos. A verdade é que todos reconhecem que o grau de preparação dos nossos árbitros é cada vez maior. Querem comparar o que é hoje a arbitragem portuguesa com o que era num passado não muito distante? Não é pelo sorteio que os erros vão acabar, pelo contrário, é uma porta aberta ao desconhecido. Numa área tão sensível como é a arbitragem, não é bom cair na tentação de fazer experiências e voltar 12 anos para trás. Temos de garantir é que os melhores árbitros vão estar à frente dos jogos de maior dificuldade, porque isso é uma garantia para todos. Nenhuma liga europeia sorteia os seus árbitros, deve ser por alguma razão.
R – Não será um risco maior para Rui Vitória, e para o clube, um torneio de pré-época longo e frente a equipas de topo da Europa?
LFV – Esses torneios são de risco para o PSG, Chelsea, Real Madrid, Barcelona, Roma, Arsenal? E podia continuar por aí fora. O futebol moderno obriga os grandes clubes a participar em torneios com esta dimensão. Não ficaremos diminuídos por participarmos na Champions Cup.Pelo contrário, a nível de marca e de projeção internacional só temos a ganhar.
R – O Benfica roubou-lhe tempo à Sara, ao Tiago e à D. Vanda, a sua mulher?
LFV – Roubou (voz embargada). Sem dúvida que roubou!