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RUI VITÓRIA: «O NOSSO MODELO VAI SER DE UMA EQUIPA DOMINADORA»




Em entrevista à BTV, Rui Vitória explicou o que quer do Benfica 2018/19 do ponto de vista tático. Para isso há que contratar jogadores e inteirá-los da estratégia a seguir.



"Há que dizer a um jogador por que é o queremos. O que é que ele pode aportar em termos de plantel. Num caso ou outro isso foi explicado porque poderia ser benéfico. Não faço isto por norma. Se entendo que tenho de ter uma conversa destas com um jogador tenho-a sem qualquer problema. As únicas mensagens do ponto de vista tático são estas. O plantel do Benfica não está fechado mas está totalmente definido o que se pretende. Irá efetuar-se o período de preparação da época. Vamos já trabalhar o que temos de trabalhar para o nosso modelo de jogo. Ao mesmo tempo, temos a consciência de que ainda vão chegar jogadores das seleções e que ainda podem chegar mais jogadores. Independentemente dos jogadores que agora estão, poderão haver entradas e uma ou outra saída", comentou o treinador das águias.


Apesar de prometer uma equipa dominadora, Vitória não quis revelar a preferência em termos de esquema tático.

"Falar no 4x3x3 ou 4x4x2 é falar de sistemas táticos. Mais não é do que a disposição dos jogadores no campo. Para nós o mais importante é o modelo de jogo que é tudo aquilo que concebemos como algo que gostamos de olhar para alguém. Definimos esse modelo em que os sistemas estão lá integrados. O nosso modelo vai ser de uma equipa dominadora, com uma atitude ofensiva e não digo isto porque vamos atacar sempre. Vai haver um jogo ou outro que se desenrola de forma diferente. A filosofia da própria equipa é de ambição, com atitude ofensiva, a tentar emprestar qualidade ao jogo e sentido coletivo. Isso vai estar presente. Vamos utilizar o 4x3x3 e o 4x4x2. Vamos preparar muito bem estes dois sistemas. A maioria dos jogadores já trabalhou nos dois sistemas. Nós vamos ter estes dois sistemas sempre preparados. Não vou dizer qual é que vai preferencial. Mais à frente vamos começar a ver em relação à competição. Numa equipa como a nossa, costumo dizer que um jogador que joga no Benfica é quase como um músico numa grande orquestra. Basta só o maestro dizer se quer que se utilize o dó, o lá e o si, que o músico tem de dar a resposta. O futebolista também tem de ter isso. Quem está a chegar tem de apanhar isso, de perceber o que o jogo está a dar", concluiu.